29/07/2011

Chantal Kreviazuk - Feels Like Home

Alguma coisa nos seus olhos, faz com que eu queira me perder
Faz com que eu queira me perder em seus braços
Tem alguma coisa na sua voz
que faz meu coração disparar
Espero que este sentimento dure pelo resto da minha vida

Se você soubesse como minha vida tem sido solitária
E há quanto tempo estou tão sozinha
Se você soubesse o quanto eu queria que alguém viesse
e mudasse minha vida do jeito que você fez

E eu me sinto em casa,
eu me sinto em casa
Parece que eu voltei todo o caminho de onde eu vim


Uma janela quebra, abaixo de uma rua longa, escura
e uma sirene toca na noite
Mas estou bem, porque tenho você aqui comigo
E quase posso ver que há uma luz em meio à escuridão

Bem, se você soubesse o quanto este momento significa para mim
E quanto tempo esperei pelo seu toque
E se você soubesse o como está me fazendo feliz
Nunca pensei que amaria alguém tanto assim

E eu me sinto em casa,
eu me sinto em casa
Parece que eu voltei todo o caminho de onde eu vim

E eu me sinto em casa,
eu me sinto em casa
Parece que estou de volta para onde pertenço
Parece que estou de volta para onde pertenço


Música

Uma pequena homenagem.


O personagem de RPG online que mais durou, Ethan Dawid Berkley, que uma vez foi Ethan Dimashk, que uma vez foi de Camille D'avontalle e uma vez (e pra sempre) de Elizabeth Delacour. Muita história, muito boas histórias.

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"Nasci americano, educado como tal e até então não tenho perdido esse costume. Nunca fui um cara certinho demais, nunca soube por freios em mim mesmo. Se eu fosse você não me chamaria para um desafio se ainda tivesse dúvidas de que realmente valeria a pena. Devo ter isso nos olhos, queimando vivamente, não é? Essa coisa de topar todas e não ter limites. Imagine quando eu era mais novo, eu nunca neguei oportunidades, hoje não me arrependo de nada, raramente isso acontece. Claro... Sei que agora, decididamente, tenho um auto-controle. Com o tempo tornei-me de aventureiro a medidor de atitudes e conseqüências.

Sei separar o joio do trigo, sei o que é mais sensato, o que me é mais lícito, embora ainda sorria amigável a um convite cheio de adrenalina. Sei ser simples e complacente, extremamente social e bondoso. Não me irrito com facilidade, apesar de muitas vezes ser aquele que serve para tomar as dores e aliviar parcialmente os amigos delas. Odeio ver o quão são injustiçados, se nunca me viu com raiva é só procurar briga com algum deles, mas, obviamente, não deixarei que o faça. Sou assim com os que me cercam, com aqueles que se vale a pena o sacrifício.

Na maioria das vezes consigo ser bastante calmo e gentil, em outras peço que não pise no meu calo. Vingança, brutalidade, ódio não coincidem com a minha pessoa, posso ser simpático, cordial, divertido quando me dão oportunidade, agradável assim, quando se está em companhia. Sou apaixonado por natureza, me apego com facilidade aos pequenos encantos. Orgulhoso e sincero, mesmo que não saiba definir se isso é bom ou ruim. Sou um dos poucos românticos que ainda povoam a terra, e digo sem modéstia alguma, pois me sinto bem em ser e não me importo com a opinião dos outros desde que tenha fundamento. Respeito seus limites desde que também respeitem os meus.

Tenho uma família a que me dedico enfaticamente. Um pai e um filho louco por cada membro dela, um alguém que se possa chamar de “macho alfa”, sendo o principal responsável pela felicidade e pela boa estrutração dela. Às vezes pegajoso demais, medroso demais com a idéia de perdê-los. Dou a eles a chance de ter o que me foi privado. Cresci cercado de um amor duvidoso por parte de pai, o contrário do que se poderia dizer da mãe, sempre tão prestativa... Mas sempre me satisfiz com pouco, com o que verdadeiramente era preciso, vivendo sem enormes regalias ou pomposidades, apesar de meu pai possuir em sua família pessoas ricas, donas de diversos cassinos espalhados pelo mundo. Até então não me sinto tão à vontade com coisas assim, me esforçando em ser aceitável pela não-pretensão."

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"Eles não concordavam em muitas coisas. Na verdade não concordavam em quase nada. Brigavam o tempo todo, eles se provocavam todos os dias. Mas apesar das diferenças, havia algo muito importante em comum... Eram loucos um pelo outro."

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Dá vontade de começar tudo de novo, não dá?

Please, go away!



Ele entrou pela porta com algo nos olhos que a fez querer perder-se em seu abraço, com algo na voz que fez seu coração palpitar apressado. Ela esperava que isso durasse para sempre. Quando a tocou ela se sentiu em casa, como se nunca um dia a tivesse deixado, sentiu-se pertencer a ela, ter nascido e permanecido eternamente no mesmo confortável e seguro lugar. A forma de falar, de tratar, seus beijos... Era quase tudo o mesmo de antes, nada havia mudado muito, exceto pelo fato de que ele não era seu nem nunca mais seria.

Por incrível que possa parecer, ela havia se acostumado a isso, ao fato de que os caminhos estavam sendo trilhados em regiões bem diferentes, embora em algumas de suas curvas, eles tenham sido desenhados em formato de cruz ou x ou círculos. O importante é que, em um tempo ou outro, eles sempre voltariam a se encontrar. Quando ela se esquecesse dele, quando finalmente ela conseguisse caminhar sem sua ajuda, ele surgiria com uma versão nova do mapa e a guiaria, por pouco tempo, por sua própria via. A faria sonhar, a faria querer continuar, romperia a razão como alguém que corta um laço frágil de cetim com uma tesoura exageradamente afiada. É pelo fato de ela se sentir mais só do que de costume, sentir como se faltasse algo na sua vida que a fizesse descer numa queda livre, a colocasse de cabeça para baixo, como numa montanha russa e finalmente ela pudesse dizer que viveu de verdade. Falta aquilo que ela precisa para se sentir parte do mundo e ele tinha exatamente isso. Infelizmente, a altura não era permitida, algo a impediu de crescer, nunca iria aproveitar aquilo. Como antes, o destino não lhe escrevia o que ela gostaria de ler, talvez o destino fosse um daqueles moleques que gostam de aprontar e muito de repente a fizesse uma surpresa... Ele...

Ele estava ali ao seu lado, desfrutando, sem saber, de um vazio que só crescia. “Por favor, seja meu!” Ela quase implorou. “Preciso viver antes que eu morra!”, pois morria antes de viver. E não demorou para perceber, estava definhando. Quando ela se mudaria para um novo apartamento e a sorte bateria outra vez à sua porta com um sorriso de boas-vindas cheio de dentes escancarado no rosto? Ela não conseguia mais esperar, ela já havia desistido antes de tudo começar... Sabia que era apenas um pedaço de carne, mas a teimosia e a solidão a fizeram continuar desejando. Sabia que teria uma chance na vida, suas fobias seriam diminuídas e ele a ajudaria com todas elas. Sabia que ele seria esse cara, o que não quer te ver triste, mas contribui inocentemente para suas lágrimas molharem o travesseiro antes que te façam adormecer. Você se tranca no quarto e amanhece com raiva do sol, com raiva de seus pais, com raiva de ser tão tarde, com raiva de que daí em diante nada mais vai acontecer. Raiva do tédio, raiva da vida. Aí você começa a preferir coisas erradas e recorre a coisas erradas que só te colocam mais para baixo. Ela seria assim, pensava em morte, mas também na vontade de viver. Uma vida sem sentido, mas uma vida! Seria tão mais fácil que ele estivesse novamente ali. Não amor, não paixão, nada disso precocemente, mas amizade e sem sorte, nem o último poderia ser.

Não volta. Não desenha mais esses percursos fatalmente se encontrando. Não sinta mais nada. Ela já se acostumou a sua falta, não continue a torturá-la. Por favor, volte para onde veio! É covarde, é deprimente e a empurra cada vez mais à beira do abismo. Nunca pensou que ela poderia conseguir se virar a tempo de segurar o seu tornozelo?

26/06/2011

Boneca de Porcelana.



Eu nunca me esforcei tanto e nem nunca me esforçarei tanto para tentar fazer uma coisa dar certo e ver que eu mesma estrago tudo com tantas tentativas.. frustradas. Eu só queria que nada de ruim acontecesse a longo prazo. Vai ver o problema seja este.. me prendi demais, simplesmente não deixei as coisas acontecerem simplesmente...

Não quero mais... não quero mais brincar de viver. A vida é muito importante para se brincar com ela. Quero ser destituída das dores de não levá-la a sério, das dores de nunca ter tido uma a qual possa classificar como seu real nome: vida. Afinal, não é tão fácil assim possuir uma. Não há lugar para os fracos no mundo e eu sou uma boneca de porcelana. Você me entende? Você pode secar as minhas lágrimas? Nesse caso eu não desperdiçaria minha vida sendo sua pessoa.

03/05/2011

I had a dream..

"Eu tive um sonho...
Sonhei que colocava fogo na sua casa. Na sua cozinha, no seu quarto, na sua sala.
Seu colchão sucumbia, onde eu via você dormir eternamente, sem perturbações.
Sorria, deveria ter pedido por isso. Não se preocupe, se achou que doeria. Na verdade, sua pele vai queimar tão rápido quanto foi você ter quebrado meu coração... e os meus óculos.
Não se preocupe, esse pesadelo vai acabar logo. É só uma questão de tempo para que sua carne queimada vire cinzas e eu varra você da minha vida de uma vez.

Deveria ter pedido por isso, quando bateu no meu rosto com força e rasgou minha pele com suas unhas podres. Vamos brincar de Jeannie é um Gênio, então. A partir de agora, amo, seu desejo é uma ordem".



- Lidiya.. acorde. Acorde! - Liliya sacudia a irmã ao lado, na cama. Sussurrava gritante. Ela não despertava, por mais que a pequena tentasse. Debruçou-se sobre seu corpo, pôs os joelhos de cada lado e então retirou lentamente o travesseiro de cima do rosto dela. Seus olhos estavam arregalados, marcados por lágrimas, a boca entreaberta.
Liliya ria, ensandecida.

16/04/2011

Désirée de Lille

"O demônio de Lille" era a descrição que mais corria entre as bocas que pertenciam a cidade francesa batizada pelo mesmo último nome. A mulher conhecida como aquela que despedaça corações, que deixa um rastro muito peculiar de perfume e destruição provenientes de sua luxúria e bel prazer, aquela que encanta e que atira no abismo, tal qual um diabo, deveria ser condenada.. Subia as escadas de seu retiro particular, não a casa, pois não havia, mas o quarto, o que cheirava a pout-pourri e perfumes caros do bordel mais conhecido da cidade. Lá dentro uma enorme cama em tons românticos tomava o maior espaço do cômodo. O quarto inteiro deixava pairar, além das delícias cheirosas, um ar que refletia puramente o século XIX. Lille deixava-se respirar profundamente, o peito erguia-se e logo retesava-se de volta a manter a postura da mulher a mais impecável. Retirou um cachecol de pele de raposa de sobre os ombros, deixando-o cuidadosamente empoleirado ao encosto da cadeira onde Désirée se sentava agora, de frente a penteadeira lustrosa, chique, talhada em madeira e ouro. Ela contemplava-se através do reflexo. Sorria-lhe, a si mesma. Estava magnifíca, se sentia orgulhosa. Era uma puta de classe, como todas deveriam ser.. Carregava o rosto de uma maquiagem estupidamente forte. Os lábios coravam-se de sangue, os olhos claros como o céu de dia eram delineados em curvas negras marcantes, como seu corpo se definia, possuía as mesmas qualidades. A pele branquíssima das faces eram cobertas por um pó róseo, a pinta única sob o olho esquerdo dava-lhe um ar de poder, sedução. Os homens cairiam a seus pés facilmente, tal qual um tronco podre de árvore.. Vestia-se sublimemente, um corpete listrado verticalmente em vermelho e preto, avolumando seus já fartos seios, deixando as torneadas pernas a mostra. Os cabelos de um breu eterno, pareciam carregar estrelas em todo seu comprimento, mesmo que agora amarrados em um coque sofisticado e atraente. Os saltos eram postos sob as solas dos pés, algo que, como a roupa, se poderia ser retirado, até arrancado, rasgado, com facilidade. Perfumou-se em abundância, o cheiro do quarto já estava se tornando insuportável. Observou-se, se endeusou perante o reflexo em ouro.

- Só mais uma noite, meu bem.. e será o fim. Dissera antes que uma lágrima descesse pelo olho esquerdo e desmanchasse a pinta tão bem marcada.

Contivera-se e após descer a escada, levou um pobre homem a sarjeta.. condenava-o como a ela. Era o que mereciam, todos eles..

21/01/2010

Submissão

§..

Se
ferir-me satisfaz teu eu, então fá-lo com tua melhor arma. Pois o sublime agrado seria perder a vida com graça te rasgando a boca num sorriso.
Se chorar-me satisfaz tua alegria, então provoca-me com as piores dores. Pois o sublime agrado seria perder a felicidade eterna alimentando a tua com estas lágrimas estúpidas.
Se morrer-me satisfaz tua agonia, então mata-me lento. Pois o sublime agrado seria sofrer pouco a pouco e te fazer dormir tranqüilo.
Se enraivar-me satisfaz tua malícia, então dá-me apenas um motivo para enfrentar teus inimigos. Pois o sublime agrado seria enfrentar um a um com o ódio mais flamejante e defender-te do modo mais triunfante.

De
todo, peço-te que encontre a calma que tua alma inspira pelo eterno. Não importa que para isso tenhas de retalhar a minha.
Se meu último grito satisfaz teu coração, acredita-te que assim também estou... Satisfeito. Pois o sublime agrado é amar-te até o fim de meu fôlego, quando já não há o mesmo ar que o teu para que eu respire...

..§

24/11/2009

Areia Ao Vento


Já se foi o tempo em que a gente se escondia e dizia que era brincadeira.
Já se foi o tempo em que a gente disfarçava a inocência numa daquelas voltas de carrossel.
Já se foi o tempo em que entrelaçar as mãos era tão perigoso quanto ver os joelhos desnudos de uma moça.
Já se foi o tempo em que tudo era fantasia.
Virou-se realidade, mesquinha realidade.
Onde o tempo já se foi e esqueceu de me levar, onde o tempo parou e eu esqueci de acompanhar. Onde o sangue escorreu e eu esqueci de estancar...
Já se foi o tempo em que eu acreditava em qualquer coisa: eu aprendi com isso.
Já se foi o tempo em que me cobria até a cabeça com medo dos monstros da noite. Agora me cubro até pela manhã.
Já se foi o tempo em que eu chorei com a primeira morte de um personagem de novela. Agora não posso mais contar quantas piscinas de lágrimas já correram dos meus olhos por coisas reais, pois o tempo em que me preocupava com matemática já se foi...
Virou-se pó, o tempo que eu me preocupava... com qualquer coisa...
Juntei um saco de areia e contei grão por grão, ali estavam os meus amigos. Agorinha mesmo retirei um saquinho de pano do bolso, menor que a ponta do meu dedo mindinho. Abri e sacudi no ar... Perderam-se, pois já se foi o tempo em que eles realmente retornam. E eu devo tudo ao que me forma, ao meu jeito de encarar as coisas.
Cruel realidade: eu cresci, foi inevitável. Já se foi o tempo em que todas as mudanças eram aceitas.

E eu paro por aqui...

07/11/2009

20/07/2009

Ao dia 20 de julho



- Dedicatória aos Amigos -
(aos verdadeiros amigos, porque o que vale é a intenção \o/)

"Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos. Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nas cartas que trocaremos. Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Até que os dias vão passar, meses...anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro. Vamo-nos perder no tempo.... Um dia os nossos filhos vão ver as nossas fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas pessoas?" Diremos...que eram nossos amigos e...... isso vai doer tanto! " Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!" A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...... Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo. E, entre lágrimas abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes desde aquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado. E perder-nos-emos no tempo..... Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida te passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades.... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"

Fernando Pessoa

13/05/2009

Fiozinho de Desejo

Ela dedilhou o fá, o ré, o mi menor... Sentiu o perfume a cada pressão de dedos sobre as teclas frias e encardidas do velho piano de carvalho. Conseguia enxergar, com os olhos bem fechados, o fiozinho rodopiante de essência cortando o ar, magicamente... Respirou fundo quando a mistura aromatizada lhe atingiu em cheio as narinas. Tinha cheiro de uma coisa muito peculiar, enigmática... Tinha cheiro de desejo.
Entreabriu a boca inebriada enquanto entremeava os dedos em frenesi, permeando as mãos melodicamente uma sobre a outra...

Em um lugar diferente daquele, ele encostou as pontas dos dedos à janela. O hálito marcava o vidro gélido, saindo em contraponto com a música, violento, perturbado, inquieto. A garganta secava quando os olhos procuravam atônitos de onde vinha aquele fiozinho perfumado que o transpunha à melodia...

Num instante a música parecia findar e em outro ainda soar em uma oitava agudíssima. Semelhante as ondas da maré que o vento trazia e levava de volta, trazia e levava...

Noite curta demais, estritamente envolvente, como um típico fiozinho cheiroso, harmonioso fiozinho de desejo...




10/05/2009

Um Novo Inimigo

Narração baseada no jogo Perfect World da Level Up Games

Retesou o arco na altura de sua mira precisa. Não se via nele qualquer esforço, era como se ao erguer a arma todas as forças que a puxariam de volta para baixo fossem anuladas. Era tão habilidoso quanto o melhor guerreiro alado de sua tribo. E não havia muitos deles ali. Dezenas de criaturas possuindo um par de incansáveis asas alvas que não paravam de vibrar.
A flecha fora atirada para cima. Em seu percurso desenhava no ar uma abóbada de luzes aniladas, vivas e cheias de um brilho cegante. As luzes enfeitiçavam... Continuar com o olhar fixo a elas certamente contrairia danos a córnea. A flecha, envolta por aquelas faíscas inebriantes, parecia uma longa e embaraçada cauda de um cavalo elétrico.
Em sua queda certeira, atingia o ombro de uma das amazonas que estavam de pé sobre o chão coberto de terra úmida e escura. O corpo era jogado para trás como se uma sucção poderosa a tirasse do lugar. Ela caia de costas e a pele atingida enegrecia rapidamente. A flecha ofuscava-se e tornava-se tão negra quanto o piche, além de ostentar uma aparência frágil e quebradiça.
Era mais uma humana que ia ao chão. Havia tantas delas, incontáveis tropas de Amazonas tão destemidas e imparciais que a olhos sãos detê-las seria loucura. Por mais que aparentassem serem intermináveis falanges humanas indestrutíveis, aqueles alados não cessariam o ataque, protegeriam os terrenos sagrados de Pan Gu custando o que custasse.

- Onde está o Ancião, seus vermes voadores?! – vociferava a amazona que parecia liderar todo o resto – Solicitem-no, quero vê-lo! Agora!

A voz era tão poderosa quanto o som de graves violoncelos. Retumbava como se a amazona incorporasse Ártemis em sua alma e possuísse as mesmas linhas espectrais em sua face bronzeada. Enquanto isso o exército continuava avançando e não parariam enquanto o Ancião daquela aldeia não se pronunciasse.
Para salvar-lhe as vidas, surgiu sobreposto por entre ombros e envergadura de asas, um velho humano de barba rala e acinzentada. Carregava um semblante quieto e concentrado, como um alguém que sustentava nos ombros a experiência de todos os conhecimentos do mundo. Após tossir e quase engasgar-se, falava rouco e trêmulo por conta da idade. Todos se calaram e por respeito, as armas foram abaixadas.

- Ouvi como trovoada que suas tropas de Amazonas, finalmente, viriam nesta direção, senhorita Iole... Não arranque mais a vida destes alados injustamente...
- Como se chama, velho? – Iole estava montada sobre o dorso de um cavalo negro, alto e robusto, os músculos da perna do animal os denunciavam como sendo exímio corredor e o desprezo da voz de Iole como sendo exatamente o que deixava transparecer.

Ela apontava uma lança de cabo longo e lâmina perigosamente afiada para o Ancião, este não se mexia, mantinha as mãos unidas atrás do corpo pacientemente. Iole, além de parecer austera e impassível, possuía no olhar grandiosa malícia, quem olhasse por muito tempo se perderia naquele labirinto infinito e sem retorno.

- Para que o conhecimento do meu nome se quem realmente você procura está a, muitas milhas, livre do seu cárcere?

O Ancião lançava-lhe um olhar igualmente perturbador, ferino. Iole levantava o queixo como se atingida bruscamente tanto pelas palavras quanto pelo olhar. Parecia mesmo que aquele velho queria afastar-lhe limitando os atos violentos da amazona.
Ordenou em um único ímpeto de voz, que capturassem o Ancião e o tornassem prisioneiro, até que ele finalmente conseguisse responder as perguntas que há tanto tempo, fustigavam a mente de Iole. O olhar lançado do Ancião ao seu povo, enquanto era amarrado a correntes pelos pulsos e tornozelos, era calmo e benevolente. Aquilo certamente inibia o povo de continuar derrubando amazonas e gastando suas vidas em vão...
Eles estavam imóveis, desacreditados. Aquele que primeiramente havia tombado uma amazona, traçando o ar com uma flecha magicamente azulada, agitou o arco na direção da líder Amazona que já se deslocava para longe. Mas seu olhar negro, agora desferido contra ele, fora tão mais poderoso que a aljava prateada que ele carregava nas costas tornou-se insignificante. O arco fora ao chão, vibrando flexível...
Iole virava-lhe as costas, enfim, no momento exato em que, precisamente, a ponta de uma flecha simples de madeira firme penetrava a têmpora esquerda do alado mais forte da aldeia. Este caía inerte e já sem vida...
Aquilo deixava claro que com Iole ainda viva as coisas naquela terra se tornariam ainda mais caóticas... Até encontrar quem procurava, meio mundo ou se não ele inteiro, sofreria a ira das Amazonas esquecidas...

12/04/2009

Do desespero da não-inspiração!

Um branco inóspito, inatingível, longínquo, paradoxal.
Teimoso, doentio, gritante, gigante.
Inimaginável, incomum.
Puro, casto, santo...
Químico, material, cheio de nada.
Róseo, marfim, negro... Branco!
Usurpador, febril.
Lírico, espontâneo, vazio, vazio... Vazio!
Fútil, lascivo, idiossincrasia sem defeito, antologia.
Pura mediocridade!
Amargo, turvo, parvo. Dificuldade!
Horror, temor, desilusão, inversão do contrário.
Hipérbole do eufemismo. Mesóclise, próclise, ênclise, inúteis.
No transparente estão as palavras.
Neste papel aéreo, ambíguo, epílogo, etéreo...

10/04/2009

Je Me Souviens (Eu Me Lembro)

Je Me Souviens
(Lara Fabian)


Flores de lís brancas sob um céu azul de cristal

Passeios sob uma neve em forma de estrela
Folhas de bordô na cor de uma paixão fatal
Eu não esqueço nada,
Eu me lembro...

Os cheiros de uma floresta que um grande lago devora
O reflexo de uma fogueira sobre nossos rostos pálidos
Uma luz intensa por noites boreais
Eu não esqueço nada,
Eu me lembro...

Eu amo teus poemas, teu coração, tua liberdade
És a unica terra onde
minha alma pousou...

Um sotaque que ninguém conhece os segredos
Um Francês que se lança em palavras já esquecidas
Uma maneira inigualável de cantar
Eu não esqueço nada,
Eu me lembro...

Eu amo tuas blasfêmias, tua fé, tua dignidade
És como uma ilha
de onde não se pode partir...

Paisagens que misturam o mais que perfeito
Desenhos que a natureza nunca mais fará
A impressão de ter entrado no jardim da paz
Eu não esqueço nada,
E eu retornarei...



10/03/2009

08.03.09

Estive onde um dia sempre quis estar... Antes eu não imaginaria como seria, e agora não esqueço mais o quanto foi divertido. De repente meu mundo se voltou a um único momento, todos os meus sentidos dirigidos a um prazer que era apenas deles, mas com o tempo vi que não era apenas isso. Senti que poderia fazer tudo e não ser julgada por esse tudo, senti como se houvessem aberto as portas, eu teria que sair aquela hora! Rodeada de conversas espalhafatosas e risos exagerados! E além de tudo, tive a coragem de enxergar quem me redescobriu... De olhar nos olhos e por um curto espaço de tempo não sentir medo. Brincar como alguém que acabara de conhecer-se em outro, e acreditar que o tempo poderia realmente parar naquele instante. Finalmente achar que entre as muitas costas que se viram diante de mim, uma não me julgaria pelas minhas poucas palavras... Repetiria até cansar-me incontáveis vezes, até que eu precisasse de freios pelo excesso de felicidade.. Confrontada tantas vezes eu toquei a liberdade, respirei aquele ar... E me senti bem...


Ao primeiro dia do resto da minha vida, 08/03/09.




18/12/2008

Happy Birthday To Me!

adjetivo e substantivo masculino
1 diz-se de ou dia em que se completa um ou mais anos em que se deu determinado acontecimento
Ex.: dia a. da Independência do Brasil> a. de casamento>
1.1 diz-se de ou dia em que se completa um ou mais anos de idade
2 relativo a ou comemoração do dia de aniversário
Ex.: presentes a.> bolo de a.> o a. foi muito animado>
[Retirado do Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa 2.0a]


Happy Birthday To Me!

É, hoje, ao contrário do que muitos possam achar, é um dia angustiante rs... Eu não estou exagerando. Feliz em partes, mas eu não gosto muito de ser o centro das atenções em dias como esse. Já recebi muitas ligações, muitos “parabenziz” por conseguir esse grande feito: estar viva a 18 deliciosos anos e mesmo que não tenha aproveitado da melhor maneira eu acredito no termo “segunda chance”. O que mais eu tenho que dizer quando a frase “o passado é só passado, comece de agora a mudar o mundo” já diz tudo? É uma nova fase, que se renova se você não tentar fazer valer a pena.

Um dia antes de hoje eu estive muito ansiosa, uma ansiedade fora do comum, daquelas que você acha que vai dar tudo errado, que ninguém vai ligar, e se ligar quem vai ser? Vai ter presente? Bolo? Amigos que lembrarão? [...] Eu fiquei a ponto de chorar rindo ao mesmo tempo da minha própria agonia. Conclui finalmente que nunca estive tão carente quanto sempre fui! O melhor de tudo é ouvir da boca de quem você mais ama: “Parabéns!”. Às vezes pode ser até ruim, porque você pode não ter vivido uma vida digna de “parabéns” [claro se você passar a achar que isso é verdade...]. O engraçado é que uma pessoa pode te ligar umas 3 vezes seguidas te desejando o melhor do mundo e mandando você tomar juízo. E há ainda aquela piadinha mórbida: “você já pode ser preso!”... Ah, eu consigo rir muito com isso... É, por uma parte é tudo realmente muuuito legal, por outra me deixa melancólica e não sei direito porquê... Deve ser a tal da ansiedade mesmo. A 1 mês atrás já importunava todo mundo com a pergunta: “o que você vai me dar de presente de aniversário?”.

Deve ser assim mesmo quando se começa a perceber que aniversário pode ser uma catástrofe ou o melhor dia do ano, depende do que se viveu e vive. E a capacidade de contagiar os próximos com seus sentimentos é bastante interessante... Em outras palavras, alguns conseguem dar tanta importância para esse dia que acabam saindo muito decepcionados. Exemplo bem óbvio: a única pessoa que você gostaria que lembrasse não apareceu, nem te ligou, nem fez nenhum esforço aparente, você certamente iria ficar sentido com isso... Mas eu, pensando com meus botões, e olha que não são poucos não, conclui que não importa! Se ela é realmente muito importante pra você ela deve ter feito alguma coisa com você que deu a ela esse título e crédito. Deixar as coisas de lado te torna mais forte, acredite... Uma hora ou outra o crédito que ela recebeu vai todo pra você e talvez o esquecimento de tal pessoa não diga que ela deixou de se importar... Pode ter milhares de motivos pelo qual deve ter feito isso acontecer! [...]

Bom, eu não gosto muito de festejar meu próprio aniversário e não ache que até agora eu pareça estar odiando o fato de ser o dia dele hoje... Se prestar atenção há pontos negativos e positivos em toda a trama... Festa de aniversário parece uma pressão a sorrisos, boas caras e presença primordial. Pois eu prefiro ficar na minha rs... Isso se resume ao meu jeito de ser mesmo, mas de uma maneira ou outra eu fico sem saber como explicar tal sentimento, de verdade... Minha irmã encomendou comida! Hehe... Uma tortinha de morango que com toda certeza deve estar uma delícia! [Adoro morango, adoro morango e adoro morango! *.*] Minha família é 1000000000000000000000000000000000000000[...]000000000000000000000000!

Um presentão que não importa se está se fazendo aniversário, é pra todos os dias! E se sacrificam por mais que seja difícil e custoso, sempre vale a pena, eles sabem mais...

Surpresa, todo aniversário que se preze tem que ter surpresa, e a minha hoje foi ter 3 bolinhos sem querer!! [surpresa, dã!] Mais tarde estou contando com uma comemoraçãozinha e ainda bem que é só entre 5 a 6 pessoas, rs...

Bom, aqui eu encerro minha escrita inspirada tão somente no significado deste dia e por que não dizer que a Reba McEntire me deu uma forcinha com a música “I’m A Survivor”? Thank you, Reebs! E um obrigada especial a todos que desejaram, de longe ou de perto, direta ou indiretamente, um feliz aniversário à humilde escritora deste blog vos apresentado. Obrigada também aqueles que não apareceram, agradeço porque vocês me fazem aprender muito mais sobre a vida, me ensinam a viver, obrigada por isso!

Feliz Aniversário!

09/12/2008

101 curiosidades

[OBS: ESSE POST SE TORNOU OBSOLETO. MUITAS DAS COISAS AQUI LISTADAS MUDARAM DE CURSO. MOTIVO: AUTORA MUDA DE OPINIÃO CONSTANTEMENTE, AUTORA CRESCEU. 16/04/11]

Eu gosto de memes, são interessantes... Gosto de responder perguntas independentemente se são bobas ou não, transformo-as! E fuçando um dos sites da minha querida irmãzinha, Rúbia [a saber http://pandoraslament.blogspot.com/], foi que eu achei um outro meme que pra mim seria legal compartilhar... 101 curiosidades sobre mim que você ainda não [ou já] sabe!

001. Tenho um lado espiritual independente de religião
002. Gosto de fazer coisas além da minha capacidade
003. Acredito que confiança é a base de tudo
004. Não tenho muitos amigos
005. Sinto-me fortemente rejeitada pelos mais próximos às vezes
006. Tenho uma coleção de gibis mal-feita
007. Sou extremamente tímida
008. Não encaro as pessoas nos olhos, isso me custa muito
009. Na verdade eu tenho medo de olhares
010. Já tive vontade de ser modelo e/ou famosa
011. Raramente sou tão chata que fico insuportável, ninguém consegue nem olhar pra mim
012. Sou carente
013. Mais da metade dos meus desejos nunca são realizados
014. Porque mais da metade deles não passam de pura empolgação.
015. Sou cinéfila!
016. Às vezes acho que as pessoas me ignoram mais do que conseguem
017. Apesar de tímida, tenho vontade de atuar e me dou muito bem fazendo isso
018. Gostaria de ter um armário cheio de roupas
019. O lado interno da porta esquerda do meu guarda-roupas é um mural de recordações
020. Gosto de ouvir as pessoas
021. E não gosto de falar muito
022. Sou insegura, desconfiada com tudo
023. Odeio a idéia de ter e perder
024. Algumas das pessoas que mais amo e mais odeio estão muito longe de mim
025. Sou sincera
026. E gosto que sejam sinceros comigo
027. E não importa se isso irá magoar ou não
028. Eu passo horas olhando a mesma foto
029. Na internet sou outra pessoa
030. Fora dela eu vivo numa cúpula fechada
031. Não tenho um "Favoritos" na cabeça pra classificar as melhores coisas de entre todas que existe
032. Odeio novela, a única que já consegui assistir toda foi "A Usurpadora" e "A Viagem", não me pergunte porque...
033. Só consigo me relacionar bem com alguém quando já a conheço da internet e de longas datas.
034. Às vezes quando tenho meus surtos eu escrevo
035. E no momento eu mergulho pra valer no sentimento, por vezes os textos saem sem pé nem cabeça
036. Mas isso me ajuda a melhorar meu estado
037. Não escrevo sem estar abalada por alguma coisa
038. Minha vida tem trilha sonora, apesar de eu não ouvir música nem ser influenciada por ela 24h por dia
039. Adoro música
040. Não tenho um melhor amigo
041. Deixei de acreditar nas pessoas como antes por causa de um trauma
042. A música eleva meu espírito
043. Adoro dançar
044. Tenho vontades, mas ao mesmo tempo tenho medo de realizá-las
045. Acredito em DEUS
046. E que ateus não são uns condenados
047. Não gosto de literatura brasileira
048. Já troquei de hotmail 2 vezes pelo excesso de contatos no msn
049. Meu antigo guarda-roupas veio de navio
050. Aprendo as coisas muito devagar
051. Tenho um violão faz uns 7 anos e não sei tocar completamente ainda
052. Tenho vontade de aprender a tocar piano
053. E saxofone
054. Só viajei pra um estado até agora
055. Tenho 18 anos, e começo a me culpar por não ter vivido intensamente cada momento, apesar de que nem vivi tanto assim
056. As pessoas e suas palavras me influenciam com facilidade
057. Amo demais as pessoas e as coisas e às vezes me choco com a realidade
058. A Laura Pausini é a cantora que mais aprecio
059. Só ligo a TV pra assistir filmes ou seriados (ou desenho animado, mas isso depende muito do gênero)
060. Só assisto filme de terror acompanhada de alguém
061. Só pinto o cabelo de vermelho
062. Livros são o que eu mais gosto de ganhar
063. E roupas também
064. E bichos de pelúcia
065. Tenho hipertireoidismo
066. Não vou engordar nunca por isso, por mais que eu tente
067. Acredito que Anjos são Anjos
068. E que Anjos ruins não existem
069. Meu conceito de Anjo é apenas "Protetor", confesso...
070. Não bebo nada alcóolico
071. Aprecio bastante a liberdade
072. O lado esquerdo do meu rosto é mais bonito que o direito [XD]
073. Acredito que a raiva pode ser controlada
074. Mas é muito mais fácil de nos controlar
075. Tenho tafofobia não comprovada
076. Queria poder trabalhar numa locadora de filmes
077. Não gosto de onde moro
078. Me importo demais com o bem estar de outras pessoas
079. O melhor MMORPG que eu conheço e que já joguei é o Ragnarok Online (e Perfect World até então)
080. Eu tenho um meio irmão (que por sinal é muit'xato)
081. Ainda quero usar aparelho dentário
082. Acho que minhas fotos não me revelam como eu realmente sou
083. Sempre acho defeito em tudo, tudo mesmo
084. Às vezes fico pensando que os outros vivem melhor que eu em aspectos financeiros
085. Isso me torna compulsiva
086. Meu poder de cativar alguém é as vezes surpreendente
087. Minto muito raramente, chegando a quase não fazê-lo.
088. Não vejo necessidade na/pra mentira
089. Sou verdadeira nas palavras e nas ações
090. Sou arrogante
091. Impaciente
092. Rio com tudo
093. Besta, (não tenho orgulho disso) mas feliz!
094. Extremamente dependente
095. AnnaSophia é o nome que a minha filha terá
096. Os amigos que eu tenho eu realmente posso contar em uma mão apenas
097. Amigos e colegas não são a mesma coisa
098. Família é tudo que eu tenho apesar de às vezes achar, sem querer, que pessoas podem substituí-la
099. Só namorei sério uma vez
100. Não sou dessas de "ficar"
101. E pra finalizar "Eu me exponho melhor no silêncio". (Clarice Linspector)

Gostaria de ver esse meme em:

Outras Histórias
Uma Vida e Outra...
Rubra Rosa
Rafael de Araújo
Eu e Minhas Palavras

01/12/2008

Momentos Infelizes...

Sinto-me infeliz pelas seguintes coisas... Ontem foi domingo e como todos os outros domingos este não foi diferente... Chato e tedioso! Pra variar acordei tarde, coisa que to começando a fazer de novo, e eu odeio! Bom, procurei o que fazer o dia inteiro, desde ficar no pc até caminhar no quintal, e assim fui revezando até ver que não tinha sentido algum! Detalhe que eu poderia muito bem estar caminhando em outro lugar do que entre meu computador e o quintal [é frustrante, eu sei], não fosse meu irmão furar um compromisso comigo, compromisso esse que eu queria muitíssimo ter cumprido! O chamei no dia anterior, ele até concordou, mas não deu as caras depois, no dia seguinte, o dia que eu deveria estar caminhando em outro lugar junto a amigos que eu gostaria de ter conhecido... Eu sinto muito por eles, muito mesmo! No final acabei me lamentando amargamente por depender das pessoas pra ser feliz... Lamentei por sempre precisar delas e elas sempre fazerem desfeita. Isso acontece quase sempre, e acredite, eu não estou acostumada...

Entre um passo e outro de melancolia, descubro que lavar janelas pode ser uma ótima atividade para um entediado! Mas depois que se termina não há mais grandes coisas a se fazer e é aí que eu agradeço ao meu canal de filmes por me dar [ou tentar] uma injeção de ânimo! 2h cara-a-cara com a TV, assistindo uma comédia romântica que me fez viajar instantes depois de acabar! Ah sim, eu me senti infeliz ontem...

Após o “relaxante” banho amigo acreditava eu que voltar ao pc [dessa vez sem revezamentos torturantes] seria ainda mais “relaxante”. Eu acreditei na possibilidade até discutir com alguém que eu estimo muito através do MSN [Delirium para os íntimos]... A discussão me doeu muito, e não foi só isso... Alguém resolveu entrar com um nick torturante me fazendo lembrar da tentativa frustrada de ir a uma feira japonesa ainda aquela tarde. Chorar, tudo que vinha a frente era um caminho de choro. Desliguei todos os equipamentos físicos e mentais pra poder me dedicar ao que eu sei fazer de melhor [além de nada]... Optei pelo desespero, que às vezes não é o remédio que se recomenda, maaaas... Quando isso acontece eu geralmente abro o apetite, é incrível! Sinônimo de tristeza é comida! Sorte a minha que não tenho tendência a engordar, sou sempre um palitinho sem graça... É uma busca frenética pela satisfação interior...

Um pouco menos abalada era hora de respirar fundo e reverter as coisas entre o meu eu e o eu de outra pessoa... Tudo resolvido, um ponto pra mim! Mas no fundo tinha algo errado... A grande inteligência e integridade do homem é fazer conhecer a si mesmo, só que não é bem por aí a minha até então situação... Quando estou entediada/angustiada tanto a fome quanto à carência tomam conta de mim e sem satisfazer os dois eu me sinto arruinada! Já pensou o quão pode ser chata uma menina carente e com fome?! Haha... Eu procuro meus pais quando tenho uma crise de carência... É, talvez porque só neles eu consigo expurgar certos sentimentos... Mas ao encontra-los, a fim de exorcizar da alma tais sentimentos sou recebida com uma chuva de sermões que numa hora daquelas não estava, deliberadamente, com vontade de ouvir... Recolhi-me a minha insignificância e fui assistir filme... Eu deveria ter uma locadora, eu sei disso, ainda consigo um dia! [...]

E parecia que o dia não ia terminar... Lembrava-me sempre dos passeios furados, das coisas que poderia fazer muito bem não fosse minha “sutil” dependência, não fosse ser menina! Menina de quase-18, sem poder fazer o que bem quer! Minha cabeça... A picos elevados de momentos maquina muitas coisas, assim como morar sozinha e implantar as minhas próprias regras, fazer aquilo que me der vontade sem precisar de nenhum ser humano apontador-de-dedo pra me machucar com palavras!

Infelizes sentimentos não correspondidos... Uma vontade absurda de chorar [de novo]... A falta de amigos fiéis... Amigos que dá pra abraçar, sabe? Aqueles que em especial estão mais próximos... Nunca tive quem eu sempre quis ter... Isso é destrutível pra mim! Aqueles que a gente considera, muito simplesmente não se esforçam por você e você sempre sofre por isso... É insuportável! Aperta o coração, você se vê sem saídas, preso e inútil... Sem poder fazer absolutamente nada p/ mudar o quadro, e isso sim te deixa tão infeliz a ponto de terminar seu dia escrevendo numa agenda de 2007, numa data que nem é hoje... Aqui marca fevereiro, 24, sábado. Se você me entende, as páginas anteriores escritas com coisas inúteis só antecedem a minha loucura desesperada! A minha vontade de achar logo uma coisa e cuspir tudo fora antes que machuque mais. Meu dia talvez não tenha sido o pior de todos os dias de quem está lendo isso, mas com certeza no meu mundinho, eu me sinto a pior sentimental presa a ele...

*apaga a luz e tenta dormir*

02:59 AM

12/11/2008

O Menestrel

"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, que companhia nem sempre significa segurança, e começa a aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas. Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança; aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo, e aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais, e descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida; aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida, e que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que eles mudam; percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influências sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve compará-los com os outros, mas com o melhor que podem ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde se está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que ou você controla seus atos, ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a, pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se; aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou; aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha; aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens; poucas coisas são tão humilhantes... e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.Aprende que quando se está com raiva se tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém; algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores, e você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.Descobre que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."

William Shakespeare



29/10/2008

Eu queria (texto especial)

 

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